terça-feira, 15 de julho de 2014

TEXTO: “O modelo dos modelos” ,de Italo Calvino

Um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; Esse trecho do texto nos lembra que nós ainda estamos baseados na padronização, como se todas as pessoas pensassem igual, aprendessem igual e tudo aquilo que fugir a essa regra, se torna incapaz, e passa a viver à margem da sociedade, excluídos. Como o Senhor Palomar a educação vem aos poucos se modificando, porém, ainda precisamos nos adaptar a tantas realidades distintas.
Como no texto é preciso apagar da mente o modelo, principalmente o modelo dos modelos, valorizar a singularidade de cada ser, assim o AEE poderá ver não a deficiência, mas o potencial do aluno, dando a ele autonomia, segurança e a oportunidade de romper com os obstáculos causados pela deficiência.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Linguagem e Rotina Diária

 Linguagem e Rotina Diária

A aprendizagem de alunos com TGD se dá através de uma abordagem vivencial.   Todos os momentos e ambientes são utilizados como objetos de estudo. Na sala de aula, no parque, em casa, sempre haverá o que ser usado como objetos de aprendizagem. Na Escola primeiro exploramos a própria sala de aula depois os demais ambientes. Devemos dar importância ao que mais agrada a criança para se iniciar um trabalho de familiarização professor X aluno.  
A Rotina esquematizada é essencial para um trabalho com alunos com TGD, pois é ela que vai nortear todas as ações dentro da Escola. É o que dá familiaridade, previsibilidade, o que proporciona segurança e reduz a ansiedade do aluno. Utilizo cartões plastificados indicando as atividades fixados no mesmo local todos os dias para fazer a Agenda diariamente. Pode levá-la para casa ao final do dia para que os pais saibam o que aconteceu na escola e serve como recurso visual para conversa dos pais para com o filho, sobre a escola. A criança também pode ter uma cópia da rotina em sua carteira. Exemplo: Entrada- Oração-Música- História- Calendário - Atividade - Higiene - Lanche - Recreio - Parque - Jogos - Saída. Podemos usar fotos da criança fazendo as atividades ou figuras que representem as mesmas.
 Atividade: Linguagem e Rotina Diária








segunda-feira, 7 de abril de 2014

Educação Escolar para pessoas com surdez


Desde muito tempo existe a dialética entre aqueles que acreditam nas ideias das tendências gestualistas e oralistas no que se refere à educação das pessoas com surdez. Damázio (2010) diz que há apenas à aceitação de um método, um único processo de aprendizagem, seja gestualista ou oralista o que deixa de lado o ponto principal dessa educação que é a percepção das potencialidades individuais e coletivas das pessoas com surdez e passam a contribuir para a sua segregação social.
Hoje a educação especial tem ganhado nova percepção com foco para as especificidades das pessoas com deficiência. Porém o surdo não pode e nem deve ser encarado como um deficiente e sim como alguém com limitação para a função perceptiva auditiva.
Questões como práticas pedagógicas nas escolas públicas ou até mesmo privadas precisam ser reavaliadas para que o processo de aprendizagem aconteça de fato já que as pessoas com surdez são amplamente capazes de aprender e desenvolver diversas habilidades.
Os processos perceptivos, linguísticos e cognitivos das pessoas com surdez deverão ser estimulados e desenvolvidos, afim de torná-los sujeitos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, tanto com a aplicabilidade de sua própria língua quando capazes de utilizar o português escrito ou até mesmo falado.
A real aplicação de práticas pedagógicas eficientes e consistentes é de fato o que irá gerar o sucesso ou o insucesso do aluno surdo dentro do âmbito escolar, pois independente da comunicação falada, o processo de aprendizagem dar-se-á de tantas formas possíveis quantas forem o estímulo a ele dado.
No bilinguismo vimos essa correlação do processo de aprendizagem entre a língua natural do aluno e uma segunda língua adquirida durante esse processo de aprendizagem no âmbito escolar o que reforça a aplicabilidade e funcionalidade do Atendimento Educacional Especializado (AEE) para pessoas com surdez, diante de uma visão inclusiva para a construção de inúmeras possibilidades para a aprendizagem, seja ela contextualizada e significativa, valorizando seu potencial e desenvolvendo suas habilidades cognitivas, linguísticas e sócio afetivas.
No Atendimento Educacional Especializado (AEE) voltado para o aluno surdo, a utilização da Língua Brasileira de Sinais o aluno tem possibilidade de rever todos os conteúdos curriculares através da língua de sinais, óbvio que respeitando a preferência de que seja ministrada por um professor surdo e depois de analisado o nível de conhecimento do aluno nesta língua, as atividades poderão ser planejadas afim de favorecer o conhecimento e aquisição de termos científicos, mas no AEE para o ensino da Língua Portuguesa a preferência é para o professor graduado nesta área, para que possa ensinar o português com metodologia de segunda língua na modalidade escrita, e quando possível na oral, se for à opção do aluno.
O AEE é uma ferramenta indispensável a educação dos alunos com surdez e se faz necessário com demasiada urgência, pois hoje o que percebemos é a tomada desses alunos como incapazes e que são colocados apenas como números em estatísticas escolares aumentando a massa e de fato não sendo auxiliados para sua autonomia e estímulo à convívio social sadio.

Referências:

·         DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; FERREIRA, Josimário de Paulo; Educação Escolar de Pessoas com Surdez, 2010, revista Inclusão do Ministério da Educação, p. 46-72.